Descubra se você tem algum tipo de trauma ou depressão!

O que é trauma?

 

O trauma psicológico é um tipo de dano emocional que ocorre como resultado de um algum acontecimento. Quando o trauma conduz ao estresse, pode envolver mudanças físicas no cérebro, que pode afetar o comportamento e o pensamento da pessoa.

Um evento traumático envolve uma experiência ou série de experiências repetidas que afetam a maneira de o indivíduo lidar com idéias ou emoções envolvidas com aquela experiência, podendo às vezes durar semanas ou anos. O trauma pode ser causado por vários tipos de eventos, mas há alguns aspectos em comum. Geralmente envolve o sentimento de completo desamparo diante de uma ameaça real ou subjetiva à própria vida, ou à vida de pessoas amadas, ou à integridade do corpo. Um trauma pode, freqüentemente, violar as idéias do indivíduo a respeito do mundo, colocando o indivíduo num estado de extrema confusão e insegurança. O trauma também pode acontecer em decorrência da traição de alguma pessoa ou instituição de maneira imprevista, ou ainda, alguma desilusão ou privação sofrida em algum(s) momento(s) da vida, que possa ter ocasionado transtornos no indivíduo.

O trauma psicológico pode vir acompanhado de um trauma físico ou existir de maneira independente. Tipos de causas de traumas psicológicos são: abuso sexual, violência ou ameaças, desafeto/desilusão, especialmente se ocorrem na infância ou adolescência. Eventos catastróficos como terremotos e erupções vulcânicas, guerra ou outras formas de violência em massa também podem causar traumas psicológicos, assim como exposição à miséria durante longo tempo ou mesmo abuso verbal.

Entretanto, pessoas diferentes reagem de maneiras diferentes em eventos similares. Uma pessoa pode sentir como traumático um evento que outra pessoa pode não sentir, e nem todas as pessoas que passam por experiências traumáticas podem se tornar psicologicamente traumatizadas.

 

     

O que é depressão?

A depressão (também chamada de transtorno depressivo maior) é um problema médico caracterizado por diversos sinais e sintomas, dentre os quais dois são essenciais [1]: humor persistentemente rebaixado, apresentando-se como tristeza, angústia ou sensação de vazio e redução na capacidade de sentir satisfação ou vivenciar prazer.

O estado depressivo diferencia-se do comportamento "triste" ou melancólico que afeta a maioria das pessoas por se tratar de uma condição duradoura de origem neurológica acompanhada de vários sintomas específicos. Ou seja, depressão não é tristeza. É uma doença que tem tratamento [2].

Estima-se que cerca de 15 a 20% da população mundial, em algum momento da vida, sofreu de depressão. A depressão é mais comum em pessoas com idade entre 24 e 44 anos. Dependendo do motivo pode ser dada a crianças e adolescentes como separação dos pais, problemas na escola, rejeição e principalmente Bullying. A ocorrência em mulheres é o dobro da ocorrência em homens.

As causas da depressão são inúmeras e controversas. Acredita-se que a genética, alimentação, stress, estilo de vida, separação dos pais, rejeição, drogas, problemas na escola e outros fatores estão relacionados com o surgimento ou agravamento da doença. A Mania corresponde ao oposto da depressão.

 

Sintomas

Cerca de 16% da população mundial já teve depressão nervosa pelo menos uma vez na vida. Em alguns países como a Austrália, uma em cada quatro mulheres e cerca de um em cada oito homens já sofreram de depressão . O início dos estudos sobre a depressão começou na década de 1920. Foi reportado que as mulheres têm duas vezes mais chances de sofrer de depressão do que os homens, mas em contrapartida essa diferença tem diminuído durante os últimos anos. Esta diferença desaparece completamente entre os 50 e 55 anos. A depressão nervosa é causa comum de aposentadoria por invalidez na América do Norte e em outros países da Europa.

Segundo a OMS, em 2020, a depressão nervosa passará a ser a segunda causa de mortes mundiais por doença, após doenças coronárias.

Os sintomas, geralmente associados ao quadro depressivo:

Essenciais para o diagnóstico:

  • Humor persistentemente rebaixado, apresentando-se como tristeza, angústia ou sensação de vazio; ou
  • Diminuição do interesse e prazer em atividades que antes eram prazerosas

Outros sintomas de depressão incluem:

  • Ansiedade
  • Afastamento de amigos ou pessoas
  • Cansaço e perda de energia
  • Falta de vontade de realizar uma determinada tarefa que progressivamente se alastra ou pode alastrar a muitas outras actividades.
  • Vontade de chorar ou chora às escondidas.
  • Tem maus resultados escolares, devido á incapacidade em se concentrar.
  • Vontade de ficar só. Afasta-se de tudo e todos.
  • Não querer ouvir barulhos ou querer música ou barulhos em altos berros (pois é uma forma de se alhear e afastar do que se passa à sua volta).
  • Sentimento de tristeza persistente
  • Problemas de auto-confiança e auto-estima
  • Sentimento de tristeza e abatimento sem conseguir encontrar algo que anime ou que consiga despertar interesse.
  • Dificuldade de concentração e de tomar decisões
  • Sentimentos de culpa, desesperança, desamparo, solidão, ansiedade ou inutilidade
  • Alterações no sono; Dificuldades em adormecer, acordar muito mais cedo do que o habitual, dormir em excesso ou pesadelos
  • Medo de executar determinada tarefa; ou medo do que possa acontecer se falhar. Vive obcecada com a sua incapacidade ou com o que possa acontecer a outrem se ela falhar.
  • Isolamento: evitar outras pessoas.
  • Perda de apetite com diminuição do peso ou compulsão alimentar
  • Pensamentos de suicídio e morte
  • Inquietação e irritabilidade
  • Auto-agressão
  • Mudanças na percepção do tempo
  • Acessos de choro
  • Possíveis mudanças comportamentais como agressão ou irritabilidade
  • Medo ou sensação de ser ou estar sendo abandonado
  • Desleixa-se com o vestir ou com a sua apresentação. Isso deixou de lhe interessar.

Algumas pessoas apresentam apenas alguns dos sintomas, outros apresentam inúmeros sintomas, com intensidade variada.

Pessoas deprimidas têm frequentemente pensamentos mórbidos e a taxa de suicídio entre depressivos é 30 vezes maior do que a média da população em geral. A depressão é considerada em várias partes do mundo como uma das doenças com mais alta taxa de mortalidade.

Tipos de depressão

A depressão é muitas vezes classificada como distimia quando os sintomas permanecem por períodos muito longos de tempo (pelo menos seis meses) de forma "leve", enquanto que nas ocorrências graves da depressão os sintomas atingem proporções incontroláveis, impossibilitando as atividades normais do indivíduo e obrigando a internação devido ao alto risco de suicídio.

Do ponto de vista didático, a depressão clínica pode ser dividida em 6 tipos principais.

 Depressão maior

Os pacientes com este tipo de depressão apresentam pelo menos 5 dos sintomas listados a seguir, por um período não inferior a duas semanas:

  • Desânimo na maioria dos dias e na maior parte do dia (em adolescentes e crianças há um predomínio da irritabilidade)
  • Falta de prazer nas atividades diárias
  • Perda do apetite e/ou diminuição do peso
  • Distúrbios do sono — desde insónia até sono excessivo — durante quase todo o dia
  • Sensação de agitação ou languidez intensa
  • Fadiga constante
  • Sentimento de culpa constante
  • Dificuldade de concentração
  • Idéias recorrentes de suicídio ou morte

Além dos critérios acima, devem ser observados outros pontos importantes: os sintomas citados anteriormente não devem estar associados a episódios maníacos (como no transtorno bipolar); devem comprometer actividades importantes (como o trabalho ou os relacionamentos pessoais); não devem ser causados por drogas, álcool ou qualquer outra substância; e devem ser diferenciados de sentimentos comuns de tristeza. Geralmente, os episódios de depressão duram cerca de vinte semanas.

Os sintomas da depressão nas crianças podem ser diferentes das dos adultos, incluindo tristeza persistente, incapacidade de se divertir com suas atividades favoritas, irritabilidade acentuada, queixas frequentes de problemas como dores de cabeça e cólicas abdominais, mau desempenho escolar, desânimo, concentração ruim ou alterações nos padrões de sono e de alimentação.

Depressão crônica (distimia)

A depressão crônica leve, ou distimia, caracteriza-se por vários sintomas também presentes na depressão maior, mas eles são menos intensos e duram muito mais tempo — pelo menos 2 anos. Os sintomas são descritos como uma "leve tristeza" que se estende na maioria das atividades. Em geral, não se observa distúrbios no apetite ou no desejo sexual, mania, agitação ou comportamento sedentário. Os distímicos cometem suicídio na mesma proporção dos deprimidos graves. Talvez devido à duração dos sintomas, os pacientes com depressão crônica não apresentam grandes alterações no humor ou nas atividades diárias, apesar de se sentirem mais desanimados e desesperançosos, e serem mais pessimistas. Os pacientes crônicos podem sofrer episódios de depressão maior (estes casos são conhecidos como depressão dupla).

Depressão atípica

As pessoas com esta variedade geralmente comem demais, dormem muito, sentem-se muito enfadadas e apresentam um sentimento forte de rejeição.

Depressão pós-parto

Em alguma situações pós-parto surge depressão que é chamada de "depressão pós-parto".

Este tipo de depressão pode dever-se a perturbações e alterações do foro emocional e/ou hormonal, uma vez que o corpo da mulher sofre demasiadas alterações com o nascimento de um bebê. Por vezes surgem desconfortos e sensações de dores de costas que podem agravar o estado emocional e hormonal da recente mãe. Estas queixas por vezes agravam o estado emocional e precisam ser verificadas.

Os partos naturais e as alterações que a bacia sofre para o nascimento do bebê podem criar alterações quer a nível da bacia quer a nível da coluna, que podem agravar o estado emocional da mulher. Estas alterações podem estar na origem de depressões de causas físicas.

 Distúrbio afetivo sazonal (DAS)

Este distúrbio caracteriza-se por episódios anuais de depressão durante o outono ou o inverno, que podem desaparecer na primavera ou no verão, quando então tendem a apresentar uma fase maníaca. Outros sintomas incluem fadiga, tendência a comer muito doce e dormir demais no inverno, mas uma minoria come menos do que o costume e sofre de insônia.

 Tensão pré-menstrual (TPM)

Há depressão acentuada, irritabilidade e tensão antes da menstruação. Afeta entre 3% e 8% das mulheres em idade fértil. O diagnóstico baseia-se na presença de pelo menos 5 dos sintomas descritos no tópico depressão maior na maioria dos ciclos menstruais, havendo uma piora dos sintomas cerca de uma semana antes da chegada do fluxo menstrual, melhorando logo após a passagem da menstruação.

 Pesar

O pesar, também conhecido como reação de luto, não é um tipo de depressão, mas ambas possuem muito em comum. Na verdade, pode ser difícil diferenciá-los. O pesar, contudo, é considerado uma resposta emocional saudável e importante quando se lida com perdas. Normalmente é limitado. Nas pessoas sem outros distúrbios emocionais, o sentimento de aflição dura entre três e seis meses. A pessoa passa por uma sucessão de emoções que incluem choque e negação, solidão, desespero, alienação social e raiva. O período de recuperação consome outros 3 a 6 meses. Após esse tempo, se o sentimento de pesar ainda é muito intenso, ele pode afetar a saúde da pessoa ou predispô-la ao desenvolvimento de uma depressão propriamente dita.

Tratamento

 

A maioria das pessoas que possuem um quadro clínico depressivo não conhece ou não procura ajuda médica especializada apesar da grande possibilidade de tratamento efetivo. O tratamento geralmente envolve uma medicaçãoantidepressiva receitada por pelo menos 12 meses para evitar recaídas [1]) e algumas vezes acompanhada de psicoterapia.

A eletroconvulsoterapia (ECT) é utilizada para indivíduos que não tiveram resposta satisfatória ao tratamento medicamentosos. A Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva (EMTr) ou em inglês Repetitive transcranial magnetic stimulation (rTMS) pode ser uma alternativa para os pacientes resistentes aos medicamentos.

Sabe-se também que praticar exercícios regularmente e participar de atividades desportivas e sociais pode ajudar o paciente a superar os sintomas da depressão.

São exemplos de tratamentos comuns para a depressão:

  • Medicação
  • Psicoterapia comportamental
  • Eletroconvulsoterapia
  • Estimulação Magnetica Transcraniana
  • Suplementos alimentares
  • Atividades físicas

Actividade Física a longo-prazo controlada por profissionais da Educação Física está associada a redução do nível de depressão ligeira ou moderada.

Medicação

Os antidepressivos mais usados no tratamento da depressão são os Inibidores seletivos da recaptação da serotonina como a Fluoxetina (nome comercial Prozac, Daforin...) e a Sertralina (nome comercial Zoloft).

Outros antidepressivos usados são os Inibidor da MAO, Inibidor da recaptação de dopamina, Inibidor da recaptação de noradrenalina-dopamina, Antidepressivo tricíclico, Inibidor da recaptação de serotonina-noradrenalina e Antidepressivo tetracíclico.

A principal atuação dos antidepressivos é no aumento de monoaminas como serotonina, dopamina, noradrenalina e adrenalina. Apesar do nome, os antidepressivos também são usados com sucesso em tratamento de diversos outros transtornos como transtornos de ansiedade e fobias[5]. Quanto mais específicos em sua ação restrita nas monoaminas menos efeitos colaterais eles apresentam.

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